Estudo diz que zinco diminui o stress oxidativo e a inflamação

por Energia Em Equilíbrio em 24 de Junho de 2010

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Um artigo publicado na edição de Junho 2010 do American Journal of Clinical Nutrition descreve uma experiência clínica envolvendo homens e mulheres idosos o qual descobriu reduções nos marcadores de stress oxidativo e inflamação entre os que tomavam suplementos com zinco.

O stress oxidativo e a inflamação crónica são factores de risco para ateroesclerose, e o défice de zinco tem sido observado numa quantidade de outras doenças associadas com estas condições, incluindo artrite reumatóide, diabetes e cancro. “Anteriormente observámos que sujeitos idosos saudáveis tinham aumentado as concentrações de plasma lípido de derivados de peroxidação e as moléculas de adesão das células endoteliais, quando comparado com as concentrações em adultos jovens,” escreve o autor na introdução. “Sugeriu-se que o zinco tem uma função ateroprotectora devido às suas propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e outras.”

Num ensaio de dupla ocultação, 40 homens e mulheres saudáveis com idades entre os 56 e os 83 anos foram randomizados para receber 45 miligramas de zinco de gluconato de zinco e um placebo durante 6 meses. A proteina reactiva-C (CRP), interleucina-6 e outros marcadores de inflamação foram medidos antes e depois do tratamento, bem como o malondialdeído e canais hidroxiais, que são marcadores de peroxidação lípida.

No fim do estudo, as concentrações de zinco eram mais elevadas no grupo de zinco, enquanto se mantinha relativamente inalterada entre os que receberam placebo. Os poderes antioxidantes do plasma eram elevados, e o malondialdeído e os canais hidroxiais eram mais baixos após seis meses, nas pessoas que receberam suplemento de zinco, indicando uma redução na peroxidação lípida. Além disso, a proteina C reactiva ao plasma, a interleucina-6 e outros factores associados a inflamação foram reduzidos entre os que tomaram zinco. “Que tenhamos conhecimento, este é o primeiro documento que mostra a regulação descendente de concentrações CRP de plasma por acção de suplemento de zinco em seres humanos,” observam os autores.

Numa outra experiência envolvendo culturas de células, o zinco também reduziu os indicadores de inflamação e peroxidação lípida, bem como a activação do factor de transcrição nuclear kappa-beta, que está envolvido no início e no desenvolvimento de ateroesclerose.

“Este estudo mostrou que o zinco aumentou o poder antioxidante e diminuiu o CRP, citocinas inflamatórias, moléculas de adesão, e marcadores oxidativos de stress em pessoas idosas após 6 meses de suplementação,” escrevem os autores. “Estas descobertas sugerem que o zinco pode ter um efeito protector em ateroesclerose devido às suas funções anti-inflamatórias e antioxidantes,” concluem.

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